A expedição ''Andrômeda'' à Estação Espacial Internacional, um voo essencialmente destinado a levar à plataforma orbital uma nova nave de emergência, regressou ontem à Terra. Os dois cosmonautas russos, Viktor Afanassiev e Konstantin Kozeyev, e a astronauta francesa, da Agência Espacial Europeia (ESA), Claudie Andre-Deshays Haigneré, aterraram às 4:58 (hora de Lisboa), no Cazaquistão, Ásia central, a bordo da nave Soyuz-TM32 que nos últimos seis meses permaneceu acoplada à Estação Orbital como veículo de emergência.
Uma Soyuz encontra-se permanentemente acoplada à plataforma orbital, mas o seu prazo de validade é de seis meses, pelo que é enviada uma nova nave para lá duas vezes por ano.
Engenheira de bordo durante esta missão de dez dias, Claudie Haigneré foi a primeira francesa e a primeira européia a bordo da estação. Durante a sua permanência a bordo da estação, Viktor Afanassiev e Konstantin Kozeyev ocuparam-se essencialmente da preparação da viagem de regresso, a bordo da Soyuz que foi substituída. Ajudaram igualmente Claudie Haigneré num programa científico que permitiu realizar uma série de experiências nos domínios das ciências da vida, observação da Terra e estudo da ionosfera (região alta da atmosfera), assim como testes de caracter técnico.
As naves russas da classe Soyuz são o único meio que os astronautas residentes na estação têm para regressar à Terra no caso de uma emergência na plataforma espacial, pelo que têm de ser regularmente renovadas para garantir a sua operacionalidade.

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