Vizinhos do Iraque querem saída dos EUA
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sábado, 19 de abril de 2003
France Presse 
Paris- Países vizinhos do Iraque, entre eles o Irã e a Turquia, se pronunciaram ontem por uma retirada rápida das forças da coalizão anglo-americana para que os iraquianos possam decidir seu próprio destino. E também manifestaram seu apoio à Síria, que foi ameaçada pelos Estados Unidos.
''Se as forças de ocupação realmente chegaram para libertar o Iraque, então devem se apressar em deixar que o Iraque forme seu próprio governo'', declarou o ministro das Relações Exteriores saudita, o príncipe Saud Al Faisal.
O chanceler fez estas declarações à imprensa na madrugada de ontem, depois de uma reunião realizada, em Riad, por iniciativa do reino saudita, com a participação de seus colegas da Turquia, Irã, Síria, Jordânia e Kuwait, assim como Barein, o atual presidente da Liga Árabe, e o Egipto.
Al Faisal afirmou que a posição da conferência regional será transmitida aos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Em seu comunicado final, os participantes destacaram ''a obrigação das forças de ocupação, em virtude da quarta Convenção de Genebra, de se retirar do Iraque e permitir que os iraquianos exerçam seu direito à autodeterminação''.
O chefe do Congresso Nacional Iraquiano (CNI), Ahmed Chalabi, considerado um dos candidatos a um papel político de primeiro plano no Iraque e que conta com o apoio do Pentágono, reiterou na sexta-feira que será instaurado um governo interino durante dois anos. Segundo ele, exército americano permanecerá no país durante esse período.
Cerca de 30 mil soldados de infantaria substituirão o corpo de marines americanos no Iraque, onde as autoridades americanas iniciaram um processo de reconstrução do País concedendo a empresas americanas os primeiros contratos.
''Os iraquianos devem administrar e governar seu país eles mesmos e toda a exploração de seus recursos naturais deve ser conforme a vontade do governo iraquiano legítimo'', destacou a conferência regional de Riad.
Os ministros também concordaram que ''as Nações Unidas devem ter um papel central'' no Iraque, reiterando um pedido feito por vários países anteriormente, como a França e a Rússia.
O chanceler saudita, por sua vez, explicou que a suspensão das sanções internacionais, pedida pelos Estados Unidos, compete ao Conselho de Segurança.
Os ministros reunidos em Riad ''rechaçaram as ameaças (americanas) contra a Síria'', acusada por Washington de apoiar o terrorismo internacional, de possuir armas de destruição em massa e de facilitar a fuga dos dirigentes iraquianos do regime derrubado.


