Viúva denuncia Cubas e Oviedo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 07 de abril de 1999
France Presse 
A viúva do vice-presidente Luis María Arga¤a acusou diretamente pelo assassinato de seu marido o ex-presidente paraguaio Raúl Cubas e o general Lino Oviedo, exilados no Brasil e Argentina respectivamente.
María Teresa Contreras solicitou a pena máxima para os responsáveis pelo atentado que matou seu marido a 23 de março passado na capital paraguaia.
Na ação instaurada, a viúva de Arga¤a acusa Cubas e Oviedo de homicídio doloso.
Argumentou que o assassinato de seu marido foi um plano executado com pleno apoio das autoridades do governo que participaram pessoalmente dos eventos onde se incitava à violência política ou se limitavam a assumir um cúmplice silêncio diante da sucessão dos delitos.
Estendeu a responsabilidade às autoridades da Polícia Nacional por sua cúmplice atitude em relação aos delitos sistematicamente cometidos pelo golpista Lino Oviedo e seus principais seguidores.
Alegou que, sob o amparo do governo do engenheiro Raúl Cubas, incitavam à violência e anunciavam sem nenhum rubor a morte de políticos e magistrados.
Duas horas depois do crime o então presidente anunciou que solicitaria a ajuda dos EUA para que sua polícia especializada investigasse o assassinato ao mesmo tempo que manifestou que o atentado deu um prejuízo irreparável ao seu governo.
Arga¤a era inimigo declarado de Cubas e Oviedo e sua morte causou violentos protestos de rua que resultaram na morte de sete pessoas (a sétima vítima morreu ontem, depois de agonizar por duas semanas), a renúncia do presidente e a fuga do general para a Argentina, onde recebeu asilo político.
Cubas asilou-se no Brasil e vive num apartamento de sua propriedade em Camboriú (SC).
Por sua vez, o general Oviedo, numa entrevista telefônica concedida à agência France Presse, negou veementemente sua responsabilidade no ato e reiterou que a morte de Arga¤a prejudicava tanto a ele como ao ex-presidente Raul Cubas.


