A viúva do vice-presidente Luis María Arga¤a acusou diretamente pelo assassinato de seu marido o ex-presidente paraguaio Raúl Cubas e o general Lino Oviedo, exilados no Brasil e Argentina respectivamente.
María Teresa Contreras solicitou a ‘‘pena máxima’’ para os responsáveis pelo atentado que matou seu marido a 23 de março passado na capital paraguaia.
Na ação instaurada, a viúva de Arga¤a acusa Cubas e Oviedo de ‘‘homicídio doloso’’.
Argumentou que o assassinato de seu marido foi um plano executado ‘‘com pleno apoio das autoridades do governo que participaram pessoalmente dos eventos onde se incitava à violência política ou se limitavam a assumir um cúmplice silêncio diante da sucessão dos delitos’’.
Estendeu a responsabilidade às autoridades da Polícia Nacional por sua ‘‘cúmplice atitude’’ em relação ‘‘aos delitos sistematicamente cometidos pelo golpista Lino Oviedo e seus principais seguidores’’.
Alegou que, ‘‘sob o amparo do governo do engenheiro Raúl Cubas, incitavam à violência e anunciavam sem nenhum rubor a morte de políticos e magistrados’’.
Duas horas depois do crime o então presidente anunciou que solicitaria a ajuda dos EUA para que sua polícia especializada investigasse o assassinato ao mesmo tempo que manifestou que o atentado deu um prejuízo irreparável ao seu governo.
Arga¤a era inimigo declarado de Cubas e Oviedo e sua morte causou violentos protestos de rua que resultaram na morte de sete pessoas (a sétima vítima morreu ontem, depois de agonizar por duas semanas), a renúncia do presidente e a fuga do general para a Argentina, onde recebeu asilo político.
Cubas asilou-se no Brasil e vive num apartamento de sua propriedade em Camboriú (SC).
Por sua vez, o general Oviedo, numa entrevista telefônica concedida à agência France Presse, negou veementemente sua responsabilidade no ato e reiterou que a morte de Arga¤a prejudicava tanto a ele como ao ex-presidente Raul Cubas.

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