Lea Rabin, a víuva do primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, negou-se ontem a perdoar o atual chefe de governo, Benjamin Netanyahu, no final de uma sessão especial do Parlamento para relembrar a trágica morte de seu marido, que completa três anos na quarta-feira.
‘‘Não há o menor motivo para que eu lhe perdoe, na medida que ele (Netanyahu) diariamente faz uma campanha de difamação contra o governo de Yitzhak Rabin, disse à rádio israelense Lea Rabin, que se negou a apertar a mão do primeiro-ministro em outra cerimônia, realizada no Monte Herzl, onde seu marido está enterrado.
Netanyahu foi vaiado no cemitério militar, em Jerusalém, quando se preparava para colocar uma coroa de flores no túmulo de Yitzhak Rabin. O atual primeiro-ministro disse anteontem que se negava a seguir o caminho de Yitzhak Rabin nas negociações com os palestinos.
O acordo de Oslo de 1993, sobre a autonomia palestina, ‘‘é um mau acordo e fizemos o possível em Wye Plantation para reparar o prejuízo que nos trouxe’’, afirmou.
Depois do assassinato de Yitzhak Rabin, sua viúva acusou várias vezes Netanyahu, que na época liderava a oposição de direita, de ter aprovado a campanha de ódio da extrema-direita, que chamava de ‘‘traidor’’ o primeiro-ministro que seria pouco depois assassinado por um fanático judeu.

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