Vitória aumenta poder de Aznar no governo espanhol Associated Press De Madri A inequívoca vitória do conservador Partido Popular (PP) nas eleições da Espanha, que obteve maioria absoluta nas Cortes (Parlamento), aumenta consideravelmente a margem de governabilidade do primeiro-ministro José María Aznar nos próximos quatro anos. Ele não terá necessidade de concluir alianças com outras forças políticas como no passado, quando se uniu à Convergência e União (CiU). A relação de força foi fortemente alterada. A tal ponto que o bom resultado obtido pelo CiU e pelo Partido Nacionalista Basco (PNV), aumentando suas bancadas, teve um gosto amargo de derrota. A influência dessas agremiações na Espanha foi praticamente anulada. Aznar recebeu dos eleitores o aval para prosseguir com seu programa de governo. Ele permitiu a internacionalização econômica da Espanha, que expandiu seus interesses para a Europa e a América Latina, onde já é, depois dos Estados Unidos, o segundo maior investidor estrangeiro. O resultado constitui forte advertência aos socialistas, que imaginavam poder voltar ao poder, pela primeira vez aliados aos comunistas da Esquerda Unida, mediante um pacto eleitoral e de governo, nascido às vésperas do pleito sem tempo suficiente para amadurecer. O índice de abstenção atingiu 30%. Os espanhóis estão convencidos de que o país vai bem com Aznar. O desemprego, por exemplo, está em queda – redução de 23% para 15%. O PP de José Maria Aznar aceitou a oferta gratuita sem discutir o presente inesperado. O resultado foi a perda do eleitorado centrista, reticente à aliança com os comunistas, além de não ter conseguido sensibilizar suficientemente a esquerda mais radical, próxima da IU de Francisco Frutos. O PSOE, que no auge dos escândalos financeiros perdeu a eleição com Felipe Gonzalez por apenas 300 mil, desta vez sofreu uma erosão de 2 milhões de votos, enquanto os comunistas da Esquerda Unida foram arrasados com a perda de 1 milhão de votos, uma redução de dois terços de sua bancada nas Cortes espanholas.

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