Vítimas são sepultadas em valas comuns
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terça-feira, 16 de janeiro de 2001
Associated Press De San Salvador 
Autoridades locais informaram ontem que estão perdendo as esperanças de encontrar mais sobreviventes após o forte terremoto que matou pelo menos 500 pessoas e deixou outras quatro mil desaparecidas em El Salvador. Elas iniciaram os sepultamentos em massa, dizendo que a identidade de muitos dos mortos talvez nunca venha a ser conhecida. O terremoto, de 7,6 graus de magnitude na escala Richter, atingiu El Salvador no sábado, soterrando bairros e destruindo milhares de casas. Duas pessoas foram encontradas com vida sob os escombros um dia depois, sendo uma criança e um jovem cujo toque do telefone celular ajudou as equipes de busca a definir sua localização.
Depois de permanecer 32 horas soterrado sob os escombros de um desmoramento provocado pelo terremoto de sábado, Sergio Armando Moreno, de 22 anos, foi resgatado na noite de domingo pelas equipes de resgate.
O terremoto sentido em El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras e sul do México deixou cerca de 500 mortos em El Salvador, segundo os mais recentes dados, e seis na Guatemala. De acordo com o Comitê de Emergência Nacional salvadorenho, pelo menos 1.077 pessoas ficaram feridas e milhares continuam desaparecidas em El Salvador.
O drama provocado pelo terremoto foi intensificado na noite de domingo quando o presidente salvadorenho, Francisco Flores, anunciou que havia pedido à Colômbia a doação de 3.000 caixões para enterrar as vítimas sem recursos, o que sugeria que o número de mortes pudesse chegar àquele total.
As autoridades enterraram, ontem, a maioria das vítimas do terremoto de El Salvador em valas comuns, indicando que a avalanche, que dizimou famílias inteiras, tornou impossível determinar a identidade de muitos mortos.
Dois terremotos de 6 e 5,9 graus sacudiram domingo e ontem várias cidades da Nicarágua, provocando pânico na população.


