Vítima de incêndio no Paraguai morre em Foz
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sábado, 07 de agosto de 2004
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Morreu ontem pela manhã em um hospital de Foz do Iguaçu uma das vítimas do incêndio que destruiu o hipermercado Ycuá BolaÀos, em Assunção, no Paraguai, no dia 1º. Juan Marcelo Torres, de 23 anos, estava internado desde a última terça-feira na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Costa Cavalcante e não resistiu aos ferimentos. Outras duas vítimas continuam internadas em Foz.
O corpo de Juan Torres foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Foz do Iguaçu. O Consulado do Paraguai na cidade informou que um funcionário do governo já estaria no IML fazendo o reconhecimento do corpo e acertando o retorno ainda ontem para a capital paraguaia.
Informações da agência de notícias France Presse, citando o balanço divulgado anteontem pela Procuradoria Geral do Estado, dão conta de que o incêndio matou pelo menos 369 pessoas e deixou mais de 400 feridas. A listagem anterior de vítimas, que na quinta-feira indicava 464 mortos, foi revista e constatou-se que muitos nomes estavam repetidos.
Segundo o site do jornal ABC Color de Assunção, especialistas dos Estados Unidos, Chile, Argentina e do próprio Paraguai, teriam concluído que o incêndio no hipermercado foi acidental e descartaram definitivamente a hipótese de atentado terrorista. ''Uma fatídica conjunção de fatores se uniram para converter o domingo 1º de agosto em um dia trágico'', apontou o jornal. A conjunção desses fatores provocou uma ''violentíssima reação em cadeia'' que arrasou o prédio do hipermercado.
Dentre as causas, os especialistas citaram deficiências na chaminé localizada no pátio de alimentação, uso de cobertura de material isolante de fácil combustão, como poliuretano, isopor e fibra de vidro. Uma padaria que funcionava no local tinha uma câmara de maturação de massa e uma espécie de chaminé falsa que também contribuíram para aumentar o incêndio. O gás que se desprendia das massas acabou provocando uma violenta explosão. ''Se juntarmos que uma das saídas de emergência estava fechada, que os seguranças fecharam os portões, temos uma explicação do que sucedeu no supermercado Ycuá BolaÀos'', concluiu o jornal.


