Vítima da máfia siciliana é beatificado
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sábado, 25 de maio de 2013
France Presse 
Palermo, Itália - Pela primeira vez, um padre assassinado pela máfia siciliana, conhecido por sua corajosa luta, foi beatificado em uma cerimônia ontem em Palermo (Sicília), na presença de milhares de pessoas.
O cardeal emérito de Palermo, Dom Salvatore De Giorgi, representou o Papa Francisco nesta cerimônia, com a presença de 40 bispos e 750 padres.
A beatificação de Don Puglisi representa o momento mais aguardado por toda a Sicília. Vinte anos depois de seu assassinato, Don Puglisi ainda fala. Ele fala ainda mais alto, afirmou o ex-arcebispo de Palermo ao LOsservatore Romano.
Mas o irmão da vítima, Gaetano, indicou em um recente livro que preferia vê-lo vivo, a beatificado. A Igreja beatifica hoje, mas quando ele precisava de ajuda, ninguém estava lá.
No mês passado, a área onde uma igreja deveria ser erigida em sua homenagem, foi queimada.
Catorze anos após a abertura do processo de beatificação, Bento XVI autorizou a promulgação, em 2012, de um decreto sobre o martírio de Don Puglisi, assassinado por ódio à fé. No caso de martírio, nenhum milagre é necessário para a beatificação, ao contrário do que é esperado em outros casos. A beatificação pode ser seguida por canonização.
Don Pino era padre em San Gaetano e ficou durante dois anos no bairro de Brancaccio, onde era muito popular entre os jovens por sua linguagem direta. Ele foi morto em 15 de setembro de 1993, no dia que completava 56 anos, baleado no pescoço por um dos assassinos, Salvatore Grigoli.
Puglisi era odiado pelos criminosos do Brancaccio por seu trabalho de prevenção com os jovens, principalmente o de afastamento das drogas.


