France PresseWei (C) chega a Paris no centenário do artigo de Emile Zola, ‘‘Eu acuso’’A visita à França do mais conhecido dissidente chinês, Wei Jingsheng, impõe a Paris um difícil equilíbrio diplomático: recebê-lo dignamente sem ofender Pequim, onde o ministro das relações exteriores, Hubert Vedrine, é esperado no final do mês. Wei Jingsheng foi recebido com honras ontem na Assembléia Nacional, onde se reuniu com o seu presidente, Laurent Fabius.
O poder executivo manteve distância do dissidente. Segundo sua assessoria, o presidente Chirac, o premier Lionel Jospin e o ministro Hubert Vedrine se negaram a recebê-lo, como teria sido seu desejo. Libertado em novembro depois de 18 anos de detenção, Wei Jingsheng foi convidado à França pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia, Jack Lang.
Na assembléia francesa, Wei Jingsheng explicou no entanto que politicamente as coisas se mexiam na China, e confirmou a publicação recente de um manifesto reformista. Em uma entrevista pela televisão, Wei disse que ‘‘não só a população pede a democracia, mas também a maioria das pessoas no partido’’.

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