Visita de Albright não resolve a crise
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segunda-feira, 15 de setembro de 1997
Reuter Beirute 
France PresseEncontroA secretária de Estado norte-americano com o primeiro-ministro libanês durante visita não programada a Beirute A secretária de Estado norte-americana, Madeleine Albright, concluiu ontem seu primeiro giro pelo Oriente Médio com a advertência de que não poderia prever a retomada das negociações de paz entre árabes e israelenses.
Seus esforços para reviver as conversações de paz, especialmente as negociações-chave israelense-palestinas, estavam sob ameaça mesmo antes de ela partir de Beirute para o Chipre na tarde de ontem para dar início à sua viagem de volta para Washington.
Colonos judeus tomaram duas casas na árabe Jerusalém Oriental na noite de domingo no que pareceu ser um desafio direto ao pedido de Albright para Israel dar um tempo em ações que árabes consideram provocativas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cujo anterior sinal verde em março à construção de um assentamento em Jerusalém Oriental jogou o processo de paz numa crise, condenou a ação dos colonos.
Sou uma otimista mas não posso fazer nenhuma previsão de sucesso baseada em minhas discussões esta semana, afirmou Albright em Beirute na última parada de seu giro promovido em meio ao aprofundamento da crise no processo de paz patrocinado pelos EUA.
Albright, que vinha evitando visitar a região desde que assumiu o cargo em janeiro, disse que o máximo que poderia alcançar era fazer com que as partes conversassem sobre a possibilidade de novas conversações.
A visita de Albright a Beirute foi cercada por intensa segurança. Mas ela escolheu falar dentro de Beirute - uma região onde nenhum secretário de Estado dos EUA entrou desde que a antiga embaixada americana foi explodida por um ataque suicida a bomba em 1983.
A trilha israelense-libanesa é absolutamente essencial para uma paz ampla no Oriente Médio, a qual os Estados Unidos apóiam e com a qual estão completamente comprometidos, afirmou Albright a repórteres depois de reunir-se com o presidente libanês, Elias Hrawi, e o primeiro-ministro, Rafik al-Hariri.


