Buenos Aires - Autoridades da província de Buenos Aires confirmaram ontem a morte de dois puros-sangues pelo vírus do Nilo e anunciaram a suspensão das exportações de equinos, uma atividade lucrativa na Argentina.
O Ministério da Saúde garantiu que não foram registrados casos em seres humanos. ''Deve ficar claro que se trata de um vírus que não se transmite de pessoa para pessoa'', disse a diretora de Epidemiologia bonaerense Maria del Carmen Weis ao jornal La Nación.
Os cavalos que morreram eram dois puros-sangues de corrida da localidade de San Antonio de Areco (a 90 km de Buenos Aires) e seriam procedentes de um importante haras que venceu nos últimos anos o Grande Prêmio Carlos Pellegrini.
O caso gerou preocupação na indústria hípica, inquieta com a lembrança do ocorrido nos Estados Unidos em 2002, quando a doença afetou mais de 15.000 cavalos no país, com mortalidade de 30% e perdas milionárias para o setor das corridas.

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