A violência continuou quinta-feira à noite e ontem de manhã nos territórios palestinos, apesar dos apelos à calma feitos pela secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright e dos contatos preparatórios em Washington com vistas ao reinício das negociações israelo-palestinas.
‘‘É absolutamente essencial que (o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat) mantenha os diferentes compromissos que aceitou para tentar reduzir a violência e chegar a controlá-la. O verdadeiro problema é a violência’’, declarou Albright.
Enquanto isso, Gilad Sher, diretor do gabinete do primeiro-ministro israelense Ehud Barak, iniciava em Washington as conversações sobre as propostas de paz do presidente norte-americano Bill Clinton, cujo mandato termina no próximo dia 20.
Nos territórios ocupados, um palestino morreu ontem ao ser atingido por disparos de soldados israelenses perto do terminal de Erez, entre a Faixa de Gaza e Israel, segundo fontes da segurança palestina e do exército israelense.
Um porta-voz do exército israelense afirmou que ‘‘um terrorista palestino tentou infiltrar-se em uma base militar perto do posto de controle de Erez gritando ’Alá Akbar’ (Deus é supremo) e os soldados o mataram’’.
Este caso eleva para 368 o número de mortos, em sua grande maioria palestinos, desde o começo da Intifada (revolta palestina), no dia 28 de setembro do ano passado.
Na Cisjordânia, ao norte de Ramallah, um ônibus israelense foi atingido por disparos palestinos, sofrendo danos materiais. Rajadas de balas atingiram um carro israelense e uma patrulha militar motorizada, que circulavam nos arredores de Tulkarem. Um acampamento do exército israelense próximo de Ramallah foi atacado com armas automáticas.
Por sua parte, os colonos judeus de Gaza e Cisjordânia continuaram com o movimento de protesto lançado quinta-feira contra a insegurança provocada pelos ataques palestinos com armas automáticas e bombas.

mockup