Violência ofusca esforços de paz
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de abril de 2001
Greg Myre Associated Press De Jerusalém 
Um garoto palestino de 12 anos foi morto com um tiro na cabeça durante uma procissão fúnebre de conotação política na Faixa de Gaza e Israel teve de lidar com o terceiro ataque à bomba em dois dias enquanto a violência ofuscava, ontem, os esforços diplomáticas para acabar com o derramamento de sangue no Oriente Médio.
Diversas iniciativas políticas separadas eram organizadas em uma tentativa de parar, ou pelo menos limitar, os sete meses de conflito, mas não há nenhum resultado à vista.
No sul da Faixa de Gaza, mais de mil palestinos, alguns trajando uniformes militares verdes, reuniram-se em uma barulhenta procissão fúnebre de um policial palestino morto em decorrência dos ferimentos sofridos após um ataque de foguetes promovido por Israel. Quando o corpo era levado à sepultura no cemitério de Khan Yunis, nas proximidades de um assentamento judaico, atiradores palestinos dispararam 21 tiros para o alto como sinal de respeito, disse Eyad Saadoni, um professor de matemática que estava presente.
Em resposta, tiros foram disparados da direção de um assentamento vizinho, protegido por um posto do Exército israelense a cerca de 500 metros de distância, disseram Saadoni e outras testemunhas.
O Exército israelense alegou que os palestinos atiraram na direção do assentamento e os soldados apenas retornaram o fogo.
Momentos mais tarde, ambulâncias começaram a socorrer os palestinos feridos em meio a um cenário caótico. Um garoto de 12 anos, Muhanad Muhareb, foi baleado pouco acima do olho e morreu. Outros 11 palestinos ficaram feridos, um deles gravemente, de acordo com médicos do Hospital de Khan Yunis.
Enquanto isso, Israel lidava com a terceira explosão de bomba em dois dias depois de um carro-bomba ter explodido ontem, ferindo levemente quatro pessoas na cidade operária de Or Yehuda, a leste de Tel Aviv.


