Bagdá- A violência atingiu novamente o Iraque ontem com a morte de 32 pessoas, a maioria em atentados suicidas, 39 feridas e a descoberta de 45 corpos crivados de balas. Também foram confirmadas as mortes de cinco soldados britânicos no sábado em Basra, na queda de um helicóptero.
O comandante Sebastian Muntz, um porta-voz do exército britânico, assegurou à AFP que cinco militares morreram na queda do helicóptero em Basra, e o ministério da Defesa em Londres, embora não tenha confirmado expressamente a morte dos britânicos, assegurou que não havia mais de cinco pessoas a bordo do helicóptero, um Lynx da Royal Air Force (RAF), que caiu no sábado em Basra.
Os corpos de 45 pessoas mortos a tiros foram encontrados nas últimas 24 horas em Bagdá, na capital e cidades vizinhas. Regularmente, homens uniformizados que circulam pela área detêm iraquianos e os levam para locais desconhecidos, dos quais muitos não retornam. Milícias e esquadrões da morte que supostamente fazem parte dos serviços de segurança são acusados, sobretudo pelos sunitas, de participar destes massacres.
A polícia e o exército iraquianos também descobriram, no centro de Bagdá, uma oficina de fabricação de carros-bomba num estacionamento perto de um mausoléu sunita, durante uma operação iniciada depois de uma explosão no bairro de Bab al-Jeikh, onde está localizado o estacionamento. Foram encontrados ainda três veículos com explosivos e prontos para serem detonados, segundo a mesma fonte.
No plano político, o Parlamento curdo votou unanimemente ontem, em Erbil, a favor da formação de um único governo para a zona autônoma do Curdistão, no norte do Iraque, encerrando o sistema anterior de dois governos locais separados.

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