São Petersburgo - A reunião de cúpula do G8 começou ontem em São Petersburgo marcada pela escalada de violência no Oriente Médio, uma crise profunda que terá espaço privilegiado na agenda do evento, que tem como convidados os presidentes do Brasil e México.
O G8 deveria se concentrar inicialmente em temas de segurança energética, mas a ofensiva israelense no Líbano levou o Oriente Médio para o primeiro plano das conversações.
As oito potências mundiais chegam a São Petersburgo divididas: Estados Unidos e Canadá apóiam Israel, mas os europeus consideram a resposta israelense desproporcional. Os outros temas fixados na agenda - segurança energética, luta contra doenças infecciosas, educação - devem ser relegados a segundo plano.
No entanto, as negociações paralisadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para liberalizar o comércio planetário podem receber um ''empurrão'' político por parte dos líderes do G8, como deseja o presidente brasileiro.
Lula defende há alguns meses uma reunião de chefes de Estado e Governo para impulsionar as negociações da rodada de Doha, iniciada em 2001.
Mesmo antes do início oficial, a reunião de cúpula do G8 já trouxe uma ntícia ruim para a anfitriã, pois a Rússia, uma das raras potências mundiais que não integra a OMC, não conseguiu a aprovação dos Estados Unidos para aderir à organização.

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