Bagdá- Dezoito pessoas morreram ontem, entre elas dez na explosão de um carro-bomba perto da sede do governo em Bagdá, o atentado mais mortífero cometido na capital desde a transferência da soberania aos iraquianos, em 28 de junho.
A Bulgária anunciou a intenção de manter seu contingente no Iraque, apesar da decapitação de um dos dois reféns búlgaros neste país por um grupo armado. Ao contrário, as Filipinas, que também possuem um de seus cidadãos mantido refém no Iraque, anunciaram estar preparando a retirada de seu pequeno contingente do país.
O primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, qualificou de ''criminosos'' os autores do atentado, cometido na entrada da ''Zona Verde'', um setor sob alta segurança onde ficam seus escritórios e as embaixadas americana e britânica.
''Acreditamos que este atentado seja uma resposta a recentes detenções, realizadas nos últimos dois dias'', considerou Allawi, que fez da luta contra a violência sua prioridade.
Uma porta-voz da Casa Branca, Claire Buchan, afirmou que o ataque não afetará os esforços empreendidos pelos Estados Unidos para ''restabelecer a segurança no Iraque''.
O presidente iraquiano, Ghazi al-Yawar, considerou, no entanto, que restaurar a segurança no Iraque poderia demorar pelo menos um ano. Segundo Allawi, o atentado causou dez mortos, sendo três guardas nacionais e sete civis, e cerca de quarenta feridos entre as pessoas reunidas diante da entrada da ''Zona Verde'' em busca de um emprego.
A deflagração ocorreu na manhã de ontem, perto de um posto de controle da Guarda Nacional. Uma testemunha, Alaa Hassan, relatou que viu dois carros se aproximarem da entrada. ''Um carro preto se distanciou, e um branco explodiu'', contou. No norte do Iraque, o governador de Mossul, Oussama Kachmoula, e dois de seus guarda-costas, foram assassinados, e os quatro agressores foram mortos durante a ação, anunciou Hazem Jalawi, um porta-voz da governância.
A emboscada foi preparada a 110 km ao sul de Mossul, quando o governador se dirigia a Bagdá. Além disso, o porta-voz do ministério do Interior anunciou o assassinato, na terça-feira na capital iraquiana, do diretor-geral do ministério, Sabir Karim, por um grupo que conseguiu escapar.

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