Quatro palestinos foram mortos em circunstâncias distintas, em Cisjordânia e na Faixa de Gaza, ontem, chamado o ‘‘Dia de Ira’’ nos territórios palestinos. A data, também, é considerada o ‘‘dia de Al Qods’’(nome que os muçulmanos dão à Jerusalém), e foi instituída pelo Irã depois da revolução islâmica de 1979, sendo celebrada na última sexta-feira do mês de jejum do Ramadã, que ocorreu ontem.
O dia foi, também, muito tumultuado em Jerusalém devido às restrições impostas pelo Governo de Israel à presença de fiéis muçulmanos. Muitos choques aconteceram na cidade, envolvendo militares israelenses e religiosos que queriam orar na Esplanada das Mesquitas, área sagrada de Jerusalém para os muçulmanos. Os palestinos usavam pedras e pedaços de pau contra os militares que lançavam bombas de efeito moral e agiram inclusive com polícia montada contra os manifestantes. Os militares efetuaram muitas prisões, havendo também um não revelado número de feridos.
Uma israelense ficou gravemente ferida – tendo sido, inicialmente, dada como morta – em um ataque suicida cometido por um kamikaze palestino, informaram fontes militares. O ataque aconteceu em um pequeno restaurante perto da colônia judaica de Mehola, no Norte da Cisjordânia. Outros dois israelenses ficaram muito feridos e outros cinco ou seis tiveram ferimentos leves, segundo as mesmas fontes, que precisaram ainda que a explosão aconteceu a alguns quilômetros de distância da linha verde que separa Cisjordânia e Israel.
O kamikaze fez com que a carga que transportava explodisse, indicou o responsável pela Magen David Adom (equivalente à Cruz Vermelha) para a região, Yossi Goren. O restaurante, no vale do Jordão, fica em uma estrada muito frequentada pelos israelenses que viajam para o Norte do país.
EsperançaO líder palestino Yasser Arafat disse ontem que espera que os negociadores que participam em uma nova rodada de conversações em Washington se aproximem de um acordo, mas esclareceu que por enquanto nada de novo surgiu. Após entrevistar-se com o ministro alemão de Defesa, Rudolf Scharping, Arafat foi entrevistado pelos jornalistas, que lhe perguntaram se os negociadores em Washington estavam a ponto de conseguir um acordo. ‘‘É o que espero’’, disse, mas precisou que ainda não há resultados.
Hoje pela manhã, os principais negociadores israelenses e palestinos se reunirão com o presidente americano Bill Clinton na Casa Branca para debater o processo de paz em curso.

mockup