Duas pessoas morreram domingo, em confrontos entre manifestantes e forças de segurança durante manifestações que já acontecem há uns dez dias na Argélia, na região de Kabilia (Leste), segundo divulgou a imprensa ontem. Um manifestante foi morto em Boghni, na região de Tizi Uzu, principal cidade da Grande Kabilia, a 110 km de Argel, segundo os jornais. Outra pessoa morreu em Buira, a 120 km de Argel, segundo as fontes.
Domingo, as manifestações prosseguiram, porém menos violentas que as do sábado, quando umas trinta pessoas foram mortas.
Diante da situação, o governo argelino tenta acalmar os ânimos, com o anúncio de um importante pronunciamento do presidente argelino Abdelaziz Buteflika, enquanto um partido kabil membro da coalizão governamental ameaça abandoná-la. Buteflika terá de esforçar-se para superar a desconfiança dos kabiles em relação ao poder central.
A morte, no último dia 18, de um jovem em um comissariado de Beni Duala, perto de Tizi Uzu, desencadeou esses distúrbios, nos quais a tradicional reivindicação de igualdade da língua árabe oficial com a língua bereber foi relegada a um segundo plano. A gravidade da situação na Argélia ecoou na França, com manifestações pró-justiça em várias cidades.

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