Colonos judeus, enfurecidos pelo crescente número de mortos israelenses por disparos na Cisjordânia, promoveram represálias ontem, jogando pedras e atirando contra carros palestinos, enquanto pressionavam o primeiro-ministro Ariel Sharon para suspender um cessar-fogo. Zvi Shelef, de 63 anos, tornou-se o quarto colono judeu a ser morto esta semana quando palestinos abriram fogo contra seu veículo no norte da Cisjordânia.
Pouco depois, um palestino de 17 anos, Ahmed Salah Abu el-Hilu, foi assassinado e outro ficou gravemente ferido por disparos efetuados por forças israelenses nas proximidades de Ramallah, informaram médicos. Palestinos acusaram os soldados israelenses de dispararem sem provocação.
Ainda ontem, um garoto palestino de 12 anos morreu em um hospital em decorrência dos ferimentos sofridos em uma explosão ocorrida em Gaza em 30 de abril. Ramadan Asanei ficou gravemente ferido quando explosivos fizeram sua casa – pertencente a um militante do Hamas – ir pelos ares. A explosão deixou dois mortos.
Colonos criticaram a política de Sharon, que suspendeu momentaneamente ações ofensivas militares israelenses. Israel tem pedido ao líder palestino Yasser Arafat para também declarar uma trégua. As autoridades israelenses esperam com sua política que fique claro que são os palestinos quem estão iniciando a violência.
A polícia israelense suspeita que colonos também foram responsáveis por um incêndio numa plantação nas proximidades da vila de Ramin, na Cisjordânia.
Centenas de colonos promoveram uma manifestação na frente do escritório de Sharon, bloqueando o tráfego no local. Alguns carregavam cartazes nos quais se lia: ‘‘Destrua Arafat agora!’’
Os esforços dos Estados Unidos para renovar contatos produtivos entre os dois lados não produziram até agora nenhum resultado concreto.

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