Bagdá - Depois de um ano exato do início da guerra no Iraque, a violência continua tingindo de sangue o país e motivou a advertência do administrador civil americano em Bagdá, Paul Bremer, para a chegada de ''dias muito ruins'' no território iraquiano.
Na manhã deste sábado, perto de Kirkuk (norte), um policial iraquiano de 42 anos morreu num ataque praticado por três homens armados que conseguiram fugir, segundo fontes policiais.
As mesmas fontes informaram a detenção pelas forças da coalizão de um coronel da polícia, suspeito de estar por trás de um atentado contra um comboio americano.
De passagem por Bagdá em visita surpresa, o secretário de Estado americano, Colin Powell, defendeu o início da guerra, afirmando que ela não alimentou o terrorismo.
''Não acho que a guerra no Iraque seja a causa da instabilidade no mundo'', disse Powell, reforçando sua posição ao delcarar que ''os ataques terroristas em todo o mundo não têm nada a ver com o Iraque''.
Bremer, que se reuniu com Powell, disse aguardar ''dias muito ruins'' no Iraque, evocando o risco de um recrudescimento da violência antes da transferência do poder aos iraquianos, prevista para 30 de junho.
Powell garantiu que a coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque continua ''sólida'', apesar do temor manifesto por vários de seus membros. Os primeiros mísseis da operação ''Liberdade do Iraque'' foram disparados sobre Bagdá antes do amanhecer de 20 de março de 2003.
A capital iraquiana caiu menos de um mês depois, em 9 de abril, determinando o fim do regime de Saddam Hussein. Até hoje não foi encontrada nenhuma arma de destruição em massa que, segundo os Estados Unidos, Saddam teria em seu poder.
Com motivo do primeiro aniversário do início da guerra, o presidente americano, George W. Bush, buscou se reconciliar, nesta sexta-feira, com os países que se opuseram ao ataque, especialmente França e Alemanha.
''Fossem quais fossem suas opiniões no passado, cada nação está interessada agora em ver um Iraque livre, próspero e estável'', declarou.

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