A reunião Arafat-Peres começou a tomar forma ontem, sob o efeito conjugado de uma redução da violência israelo-palestina e os esforços diplomáticos.
''Desde a última quinta-feira, houve 13 incidentes provocados pelos palestinos. Isto mostra uma redução relativa da violência palestina, mas ainda não nos satisfaz totalmente'', declarou o ministro israelense de Relações Exteriores, Shimon Peres.
Ontem, havia indicado que ''o sol deverá sair e se pôr duas vezes'' antes de reunir-se com o presidente palestino Yasser Arafat, em referência às 48 horas de calma exigidas por seu primeiro-ministro, Ariel Sharon.
Mas enquanto Peres parecia descartar a possibilidade de uma reunião antes de amanhã, Arafat, que este sábado fez uma visita de algumas horas à Arábia Saudita, disse ontem que ''há chances de uma reunião hoje (com Peres) e veremos se será mantida''.
Segundo a emissora de rádio estatal israelense, o chefe da inteligência militar israelense, o general Amos Malka, deve apresentar hoje um informe ao Governo sobre a situação nos territórios palestinos.
Um policial palestino morreu ontem em consequência dos ferimentos de bala que sofreu na última segunda-feira em um confronto com o exército israelense, segundo a rádio palestina. Ontem, foram registrados disparos e lançamentos de coquetéis molotov contra veículos israelenses na Cisjordânia, mas não causaram feridos.

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