Violência aumenta e faz mais cinco mortos
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sábado, 29 de janeiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - Os confrontos entre manifestantes e policiais ficam cada vez mais violentos no Egito e fontes de segurança já falam em ao menos cinco mortos somente ontem. As autoridades não se pronunciaram até o momento sobre os protestos na capital Cairo, Alexandria e ao menos outras três cidades pela queda de Hosni Mubarak, no poder desde 1981.
Pelo menos três mortos são civis que participavam de um protesto perto do Museu do Egito, próximo à Praça Tahrir, epicentro das manifestações políticas dos últimos dias e que foi cercada ontem pela polícia. As vítimas teriam recebido tiros de balas de borracha a curta distância.
Até o momento, o saldo era de 13 mortos, centenas de feridos e mais de 500 detidos (embora fontes não oficiais falem em ao menos mil presos). Os protestos se espalham pelo país, atraindo grupos de milhares de insatisfeitos com o regime de Mubarak e exigindo mais democracia, além de mais empregos. De um lado, os manifestantes usam pedras e sapatos. Do outro, os agentes antidistúrbios usam água, gás lacrimogêneo e balas de borracha.
No Cairo, os manifestantes ocuparam ao menos seis grandes avenidas da cidade de 18 milhões de pessoas e marchavam para as principais praças e pelas pontes sobre o Rio Nilo. Eles protestam pela queda de Mubarak e reclamam de anos de um governo que ignorou as consequências da pobreza endêmica, desemprego e aumento dos preços dos alimentos.
Os moradores cumprimentavam os manifestantes das janelas dos apartamentos. Alguns agitavam bandeiras do Egito. Eles foram interrompidos pela polícia, que lançou dezenas de latas de gás lacrimogêneo, antes que chegassem a uma ponte no Nilo.
Na Praça Ramsis, no Centro da cidade, milhares enfrentaram a polícia ao deixar a mesquita Al Nur depois das orações do meio-dia. A polícia usou gás lacrimogêneo e balas de borracha que chegaram a atingir o interior da mesquita, onde mulheres estavam se refugiando.


