Uma série de 13 explosões quase simultâneas deixou ao menos 61 mortos e mais de 300 feridos em três cidades no Estado de Assam, no noroeste da Índia, semana passada. Os ataques aconteceram no horário do almoço, quando os mercados atingidos ficam cheios. Afetado por movimentos secessionistas, violência étnica e militância islâmica, Assam é um dos Estados indianos ‘‘ilhados’’ entre Butão, China, Bangladesh e Mianmar. A 1.600 km de distância de Nova Déli, seu único contato territorial com o resto da Índia é por um estreito corredor de terra. Grande parte da população local é etnicamente mais próxima dos birmaneses e chineses que dos demais indianos e costuma acusar o governo de explorar os recursos naturais da região sem contrapartidas.
  Além das controvérsias políticas, recentemente Assam foi palco de choques motivados por intolerância religiosa. No início do mês, conflitos entre muçulmanos e membros da tribo Bodo, a mais popular do Estado, deixaram 53 mortos e 150 mil desabrigados. Só cessaram após Nova Déli mandar tropas. Foi o reflexo de um sentimento contra a chegada de imigrantes muçulmanos de Bangladesh, cuja fronteira com Assam é pouco controlada. Para especialistas ouvidos pelo jornal britânico ‘‘Guardian’’, a região tem hoje dois milhões de estrangeiros ilegais.


República parlamentar que consiste em 28 estados e 7 territórios federais. Tem a 12ª maior economia do mundo em termos de taxas de câmbio de mercado e a quarta maior em poder de compra, mas ainda sofre de pobreza e analfabetismo


São adeptos do islamismo, religião monoteísta que surgiu na Península Arábica no século VII, baseada nos ensinamentos religiosos do profeta Maomé e numa escritura sagrada, o Alcorão

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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