Vinte mortos em cidades sírias
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sábado, 31 de dezembro de 2011
France Presse <br> <br> 
Damasco - Milhares de opositores se manifestaram nesta sexta-feira nas cidades sírias onde se encontravam os observadores da Liga Árabe, o que não impediu que as forças de segurança agissem com mão de ferro, matando ao menos 20 pessoas e ferindo 40.
Os observadores da Liga Árabe visitaram Idleb (nordeste), Hama (norte), Homs (centro) e Deraa (sul). Em Deraa, centro do movimento de protesto, cinco manifestantes faleceram quando as forças de segurança dispararam contra uma marcha, enquanto em Hama ao menos cinco civis morreram e cerca de 20 ficaram feridos.
Em Homs, onde ocorreram enormes manifestações, atacadas pelo exército, foram encontrados os corpos de cinco pessoas que foram detidas na noite de quinta-feira pelas forças de segurança, enquanto um sexto civil, ferido na manhã desta sexta-feira, faleceu pela gravidade de seus ferimentos.
Na região de Homs, dois civis e dois soldados dissidentes morreram em uma emboscada do exército perto da cidade de Tal Kalaj, junto à fronteira libanesa, segundo o OSDH.
As forças de segurança também abriram fogo contra manifestantes em Damasco, onde realizaram detenções quando os fiéis saíam das mesquitas.
Na quinta-feira, as forças de segurança mataram ao menos 25 pessoas, enquanto os observadores estavam em Hama, Idleb, Homs, Deraa e Duma. ''Queremos pedir a distinção entre assassino e vítima. Nossa revolução, que começou há nove meses, é pacífica'', disseram aos observadores os opositores em sua página do Facebook, Syrian Revolution 2011.
Desde a chegada na segunda-feira da missão da Liga Árabe, ''130 civis, entre eles seis crianças, morreram'', lamentaram os Comitês Locais de Coordenação (LCC) da revolta, enquanto a ONU contabiliza em 5 mil os falecidos desde o início da repressão, em março.
A missão de especialistas forma parte de um plano árabe aceito pela Síria para conseguir o final da repressão nas cidades e distritos opositores ao regime, a libertação dos detidos e a livre circulação no país de observadores e dos meios de comunicação.


