Vinte mil pessoas protestam na Grécia
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
France Presse 
Atenas - Cerca de 20 mil funcionários públicos em greve participaram de passeatas ontem, em todo o país, contra os planos do governo de reestruturar a função pública.
Segundo a polícia, 10 mil pessoas manifestaram em Atenas e 7 mil em Salônica, segunda maior cidade do país. Na capital, a maioria dos manifestantes era professor e funcionário da saúde. "Não à destruição do Estado social", gritavam os manifestantes. Esta greve de 48 horas, que recebeu a adesão de trabalhadores de diferentes setores, teve início na segunda-feira.
O descontentamento social voltou a surgir na Grécia após o anúncio do governo, pressionado pelos credores (UE-BCE-FMI), de que demitirá 4 mil funcionários e colocará outros 25 mil "em disponibilidade" até o final do ano.
"A luta vai continuar para pôr fim à pobreza, à miséria, ao desemprego, à austeridade, à chantagem e às demissões no (setor) privado e no público (...) e as políticas bárbaras de austeridade", afirmou a central do setor privado GSEE.
As manifestações acontecem em um clima de tensão após a morte na terça-feira à noite de um homem de 34 anos, militante de uma organização de extrema-esquerda,
O porta-voz do governo, Simos Kedikoglou, denunciou o ato, assim como os principais partidos políticos, enquanto o Amanhecer Dourado negou envolvimento.
"Se o governo grego e o primeiro-ministro Antonis Samaras não forem capazes de reprimir a conduta hedionda do Amanhecer Dourado, teremos uma presidência (da União Europeia) inaceitável", alertou o presidente do grupo socialista no Parlamento Europeu, Hannes Swoboda. "Nós manifestamos em massa contra as políticas de austeridade, mas também devemos enfrentar os fascistas e o Amanhecer Dourado, que são manipulados pelo regime para quebrar toda a resistência dos cidadãos", considerou Panayiotis Mouzios, presidente do sindicado de engenheiros do serviço público.


