São Paulo (Folhapress) - Uma reunião sobre a segurança e os transportes públicos foi convocada para hoje pelo primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, depois do incêndio ontem de um ônibus em Marselha (sul), no qual uma jovem sofreu queimaduras graves, segundo fontes oficiais.
A jovem, que ontem se encontrava em risco de morte, é a primeira vítima grave da violência registrada no primeiro aniversário dos distúrbios de 2005 nos subúrbios franceses, que deixaram cerca de 9.000 veículos incendiados em 200 cidades da França. À época, os atos de violência tiveram início quando dois jovens de um bairro da periferia de Paris morreram eletrocutados acidentalmente enquanto fugiam da polícia.
Villepin expressou ontem sua indignação ao ato de violência e afirmou que todas as medidas foram postas em prática para que os autores desse crime sejam detidos o quanto antes, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro.
O presidente da França, Jacques Chirac, que se encontrou com Villepin e o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, expressou seu ''horror'' ao ato e prometeu ''severidade extrema'' com os autores do ataque ao ônibus.
A jovem de 26 anos sofreu queimaduras em cerca de 70% do corpo, depois que um grupo de adolescentes ateou fogo em um ônibus.
Até agora foram feitas 50 prisões, 34 delas na região de Paris, segundo o último balanço divulgado ontem pela direção da polícia.
Segundo a polícia, baseada em relatos de testemunhas, por volta das 21h15 locais (16h15 de Brasília), três adolescentes subiram no ônibus, forçando as portas, jogaram um líquido inflamável e acenderam um fósforo.

mockup