Vigília ilumina Hong Kong
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de junho de 2000
France Presse De Pequim 
Os dissidentes chineses estimaram que cerca de 50 mil pessoas participaram ontem à noite, em Hong Kong, da vigília para lembrar o 11º aniversário do episódio conhecido como Primavera de Pequim, em que a polícia chinesa reprimiu com brutalidade o protesto de milhares de estudantes pela democracia, na Praça da Paz Celestial (Tiananmen).
Onze anos depois da repressão às manifestações estudantis e democráticas na praça, no centro de Pequim, que deixou centenas ou talvez mais de mil vítimas, o regime chinês não permite que cidadãos lembrem publicamente um acontecimento apontado como um dos mais trágicos da história chinesa contemporânea.
Ontem, a polícia prendeu em Pequim três militantes cristãos que haviam planejado se reunir para lembrar as vítimas, segundo o Centro de Informações dos Direitos Humanos e da Democracia.
Por outro lado, um dissidente foi interrogado em Xian (Norte), enquanto tentava organizar atividades públicas para um grupo de cerca de dez dissidentes, anunciou o Centro de Informações dos Direitos Humanos, com base em Hong Kong.
Apesar da vigilância, os dissidentes e ativistas não permitiram que o aniversário do massacre passasse despercebido. Cerca de 50 dissidentes, muitos deles ex-estudantes que participaram do protesto de 1989 e acabaram presos, iniciaram uma greve de fome a partir da meia-noite.


