Milhares de efetivos das tropas especiais patrulhavam ontem Paris e todo o território francês depois do sangrento atentado que matou duas pessoas terça-feira, na explosão de uma bomba num vagão de um trem do metrô, na capital. Todas as suspeitas levam a extremistas islâmicos.
Mais de mil militares foram chamados como reforço para ajudar a vigiar todos os pontos nevrálgicos do país, em especial estações de estradas de ferro, aeroportos e fronteiras. Até amanhã, o número de efetivos será duplicado, anunciou o ministro do Interior, Jean Louis Debré.
Terça-feira, o primeiro-ministro Alain Juppé reativou o plano antiterrorista conhecido como Vigipirate, aplicado durante o ano passado, e que chegou num determinado momento a mobilizar 25.000 policiais e militares em todo o país.
Juppé prometeu ontem ante o parlamento fazer todo o possível para ‘‘encontrar e castigar os culpados pelo atentado’’, que até o momento não foi assumido por nenhuma organização ou grupo.
O chefe de governo destacou as ‘‘grandes semelhanças’’ do atentado de terça-feira com os praticados no verão de 1995, assumidos pelo Grupo Islâmico Armado (GIA) argelino, embora não tivesse ‘‘nenhuma informação precisa’’ a respeito.
À tarde, a polícia informou que a composição do artefato mortal que explodiu na estação de Port Royal, no Quartier Latin, era idêntica à das bombas utilizadas nos atentados de 1995. Os ingredientes, clorato de soda e pólvora, são vendidos livremente, em especial o primeiro, utilizado como herbicida. Mas o governo francês insitiu ontem em que é muito cedo para fazer essa conexão.
‘‘Neste momento nenhum indício nos permite estabelecer uma ligação entre o ataque e a situação na Argélia’’, disse o porta-voz da chancelaria, Jacques Rummelhardt.
Enquanto isto, peritos na Argélia insistem em dizer que a bomba que explodiu em Paris tem tudo a ver com o Grupo Islâmico Armado (GIA), argelino, que acusa a França de apoiar o regime militar desse país.

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