Mais de 40 milhõs de vietnamitas devem votar hoje em eleições que renovarão dois terços da Assembléia Nacional, cuja futura composição não será uma surpresa, pois quase todos os candidatos foram designados pelo Partido Comunista do Vietnã (PCV). Há várias semanas a imprensa se refere aos numerosos deslocamentos para o interior do país de membros da Delegação Política do PCV em campanha eleitoral para a única votação nacional do Vietnã, organizada de cinco em cinco anos e que deve abrir caminho a uma Assembléia Nacional ‘‘profissionalizada’’, mais jovem, ampliada e ‘‘mais democrática’’.
A campanha eleitoral entusiasmou os vietnamitas. Eles não têm obrigação de votar. O presidente da Delegação da Assembléia Nacional, Vu Mao, explicou que a nova assembléia só será integrada por 80% de membros do PCV, contra 92% na legislatura anterior, em sinal de que o regime tem interesse em dar maior ‘‘abertura e diversidade’’ à vida política.
Entre os 633 candidatos autorizados a apresentar-se, 112 não pertencem ao partido e, deles, 11 são ‘‘candidatos livres’’ que não estão apoiados por nenhuma organização vinculada com o PCV. Com a mesma tendência de ‘‘abertura’’, pela primeira vez, os candidatos foram autorizados a fazer campanha na imprensa escrita ou audiovisual.
Nas eleições de hoje, será ampliado o número de 395 para 450 parlamentares, levando em conta o crescimento demográfico do Vietnã, de 76 milhões de habitantes. A idade média dos deputados se reduzirá e a Assembléia será integrada por legisladores mais jovens, profissionais e mulheres.
Embora as mudanças anunciadas sejam moderadas, diplomatas estrangeiros consideram que a nova Assembléia será mais independente e não servirá exclusivamente para confirmar as decisões do partido. Os resultados das eleições serão divulgados oito dias depois.

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