Vida volta ao normal no Equador
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sexta-feira, 19 de março de 1999
Reuters 
O Congresso equatoriano começou ontem a discutir possíveis saídas para a grave crise econômica que sacode o país. O Equador começa a voltar à normalidade aos poucos, embora ainda persistam alguns focos de protesto. A greve dos transportes, que durou quatro dias, foi suspensa e as aulas reiniciadas.
O presidente Jamil Mahuad ainda enfrenta o da Frente Patriótica e a mobilização de um milhão de indígenas que mantinham bloqueadas muitas estradas do país pelo quinto dia consecutivo.
Os mercados financeiros reagiram ontem com tranquilidade ao debate legislativo, mas alguns analistas acreditam que o pacote fiscal está incompleto e não conseguirá debelar o déficit de 6% do PIB (US$ 1,2 bilhão). Quinta-feira, o presidente conseguiu um pacto com a oposição por meio da qual verá aprovadas medidas econômicas alternativas ao seu pacote econômico. O objetivo da administração Mahuad é conseguir recursos para baixar o déficit fiscal a 3,5%.
Ontem à tarde, o governo ainda articulava uma reunião com representantes indígenas. Hoje, as principais centrais sindicais se reúnem em Quito, a capital, para tomar medidas diante do novo pacote fiscal de Mahuad.
O Equador perdeu pelo menos US$ 300 milhões com os quatro dias de manifestações populares que paralisaram o país. Para Javier Espinoza, presidente da Câmara de Comércio de Quito, as perdas econômicas foram menores que isso, mas os efeitos da crise serão sentidos no ano inteiro.


