De muitas maneiras, a vida do rei Hussein da Jordânia, num país criado apenas depois da Segunda Guerra Mundial e espremido entre os conturbados Israel e Iraque, incorporou os problemas do Oriente Médio.
Ele tinha apenas 15 anos quando seu avô, rei Abdullah, foi morto a tiros ao seu lado por um palestino enquanto visitava Jerusalém, então parte da Jordânia. Uma insígnia sobre seu coração desviou a bala que poderia também tê-lo matado.
Um ano depois ele foi proclamado rei.
Ainda no começo de seu reinado ele ganhou uma reputação de ser um determinado - e sortudo - sobrevivente, escapando de uma série de tentativas de assassinato, a perda da Cisjordânia, incluindo Jerusalém, para Israel na desastrosa Guerra dos Seis Dias de 1967, e uma guerra civil com os palestinos em 1970.
Os palestinos, amargurados com a divisão de sua terra entre Israel e a Jordânia, permaneceram sendo um recorrente problema interno, encorajando-o a manter um regime autocrático que começou a ser liberalizado lentamente apenas depois de distúrbios provocados por aumentos de preço em 1989.
Mesmo enquanto seu país permanecia formalmente em guerra com Israel, ele continuava a se reunir secretamente com seus líderes - parte de uma astuta flexibilidade que garantiu a ele sobreviver mais que qualquer outro líder no Oriente Médio.

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