Vida ativa evita o Alzheimer
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de maio de 2000
France Presse De Washington 
Uma vida ativa, mental e físicamente durante a maturidade ajuda a evitar o mal de Alzheimer, indica um estudo apresentado nessa semana no Congresso anual da Academia dos EUA de Neurología (AAN) que se realiza na Califórnia (oeste).
Os pesquisadores disseram que as pessoas que desenvolvem um nivel elevado de atividades não profissionais, (como tocar um instrumento musical, cuidar do jardim, fazer exercício, entre outros) têm menos possibilidades de desenvolver a doença quando envelheçem.
As pessoas menos ativas têm três vezes mais riscos de ter o Mal de Alzheimer, que aqueles que têm mais atividade, frisa o principal autor do estudo, o professor Robert Friedland, neurologista da universidade Case Western Reserve em Cleveland (Ohio, nordeste).
Este trabalho é o primeiro a examinar as atividades das pessoas, cinco anos antes da aparição dos sintomas da doença. Os pesquisadores utilizaram um questionário para recolher os dados referentes a participação das pessoas examinadas em 26 atividades extra profissionais, tanto passivas como físicas e intelectuais. O grupo estava composto por 193 pacientes de Alzheimer e 358 pessoas sãs, com idade média de 72 anos.
Entre as atividades passivas estão a TV, reuniões sociais ou ir a Igreja. As atividades intelectuais vão desde a leitura e a armação de quebra-cabeças até a pintura e os trabalhos caseiros. Entre as atividades físicas se encontram a jardinagem e os esportes.
Os participantes são relizaram mais atividades entre os 40 e 60 anos, segundo o professor Friedland. Um aumento relativo do tempo consagrado as atividades intelectuais entre a pré-maturidade (20 a 39 anos) e a idade madura (40 a 60 anos) está relacionada com uma baixa significativa da probabilidade de se sofrer de Alzheimer mais tarde em sua vida, acrescentou.


