Vice-presidente afegão é assassinado
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sábado, 06 de julho de 2002
Das Agências 
Cabul O vice-presidente afegão e ministro de Obras Públicas, Haji Abdul Qadir, foi assassinado às 13 horas de ontem (horário local), próximo do novo escritório do ministério. ''Parece que seus dois guarda-costas também foram assassinados'', acrescentou uma autoridade local.
Até a realização da Loya Jirga, Haji Qadir era governador da província de Nangarhar (Leste). ''Saía de seu escritório e dois homens dispararam. Acredito que morreu na hora'', informou um conhecido de Haji Qadir.
Chefe de guerra patane da região de Jalalabad, ele era irmão de Abdul Haq, herói e mártir mujahedine morto pelos talibãs em outubro do ano passado quando tentava convencer chefes tribais a enfrentar a mílicia extremista.
O presidente afegão Hamid Karzai lhe confiou um dos cinco postos de vice-presidente do país num plano global para afastar os chefes de guerra de seus feudos regionais.
Durante a negociação dos acordos de Bonn, fazia parte da Aliança do Norte, coalizão armada antitalibã que o comandante Massud dirigiu até sua morte em setembro passado.
O presidente americano, George W.Bush, ofereceu ainda ontem, de Kennebunkport (Maine, Leste), seu ''mais profundo pesar'' ao Afeganistão pelo assassinato do vice-presidente Haji Qadir e afirmou que Washington pode investigar o crime se lhe for pedido. ''Estivemos em contato com o presidente (afegão) Hamid Karzai e lhe apresentamos nossos mais profundos pêsames'', disse Bush à imprensa em Kennebunkport, onde passa um fim de semana em família por motivo de seu aniversário.
''Estamos mais decididos do que nunca a levar a estabilidade a esse país para que o povo afegão possa gozar da paz e ter esperança'', acrescentou, assinalando que um membro da segurança nacional na Casa Branca falou por telefone com Karzai. ''Estou convencido de que com paciência, com ajuda e com uma estratégia apropriada, o Afeganistão pode se converter numa nação pacífica e cheia de esperança'', afirmou Bush.
Interrogado sobre a identidade dos assassinos, Bush respondeu: ''Tudo o que sabemos é que um homem bom morreu e estamos de luto''.


