São Paulo - Israel libertou ontem o vice-premier Nasser Shaer, o segundo principal político palestino entre os detidos depois do sequestro de um soldado israelense por militantes palestinos em junho.
Continuam presos o político mais graduado, o presidente do Parlamento, Aziz Dweik, outros 29 deputados do Hamas e quatro ministros do grupo. Na segunda-feira, uma corte negou a soltura sob fiança a 21 deles. Haverá uma audiência para os demais na próxima quinta.
A libertação do vice-premier, também ministro da Educação, foi acompanhada da proibição de ir por duas semanas a Ramallah, sede do Parlamento e de órgãos do governo palestino, na Cisjordânia. Shaer foi deixado por militares num posto de checagem e seguiu para Nablus.
Após 40 dias detido sem acusações formais, o vice-premier disse que não foi maltratado, mas contestou sua prisão. ''Eles vieram e me pegaram em casa na frente da minha família. Não tinham nenhuma razão para isso.''
Para prender os políticos, Israel alegou ligação com entidade terrorista - o Hamas, vencedor das últimas eleições parlamentares, tem milícias que já mataram centenas de israelenses em ações terroristas. Shaer, que não concorreu ao Parlamento pela legenda do grupo, negou pertencer ao Hamas e contou ter se recusado a responder sobre política na prisão.
O Egito mandou uma carta a Khaled Meshal, líder do Hamas que vive na Síria, pedindo a libertação imediata do soldado israelense para evitar agravar a crise. Um dirigente do grupo disse, porém, que as condições para atender ao pedido egípcio ainda não foram cumpridas.

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