O presidente norte-americano, George W. Bush, e o vice-primeiro-ministro chinês, Qian Qichen, reuniram-se na noite de ontem em Washington para discutir sobre questões espinhosas, como a venda de armas americanas a Taiwan, as acusações de abusos aos direitos humanos na China, a construção de um escudo americano de defesa antimísseis e o ingresso do país asiático na Organização Mundial do Comércio.
Na véspera, Qian e o secretário de Estado americano, Colin Powell, reconheceram as diferenças de seus países com relação à venda de armas a Taiwan, considerada por Pequim uma província rebelde. Segundo um funcionário do Departamento de Estado, Qian disse a Powell que a política de venda de armas dos EUA não era consistente com o acordo assinado com a China em 1982 (no qual Washington se comprometeu a conter a venda de armas a Taiwan). No entanto, Powell sustentou que o governo obedece o acordo e a política dos EUA é orientada com base nas necessidades da segurança de Taiwan. O novo governo americano pretende vender a Taipé quatro destróiers.
‘‘Reconhecemos que temos discrepâncias sobre assuntos importantes, mas acredito que a melhor aproximação em uma relação como a nossa consiste em ter um diálogo franco sobre qualquer aspecto’’, disse Powell.
Funcionários americanos acreditam que este primeiro encontro entre o novo governo dos EUA e Qian deverá marcar o tom das relações entre a administração Bush e o país comunista.

mockup