Dennis Tito, a primeira pessoa do mundo a pagar para fazer turismo no espaço, chegou ontem à Estação Espacial Internacional (ISS) para realizar um sonho. O magnata tornou-se entusiasta das viagens espaciais enquanto crescia em Queens, Nova York, como o filho mais velho de uma família de trabalhadores imigrantes italianos. O Sputnik, o primeiro satélite artificial do mundo lançado pela União Soviética em 1957, capturou a imaginação do então adolescente.
Tito, hoje com 60 anos, continuou fascinado pelo espaço, formando-se como bacharel e mestre em engenharia espacial e indo trabalhar em 1964 no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, Califórnia, onde ele desenhou planos de vôo de sondas espaciais da Nasa para Marte.
O norte-americano fundou, no início dos anos 70, a Wilshire Associates e aos 40 anos já tinha acumulado seu primeiro milhão de dólares. Os milhões continuaram a empilhar e a companhia de investimentos agora administra mais de US$ 10 bilhões em ativos.
Com grandes reservas em dinheiro vivo, Tito começou a pensar seriamente em pagar para viajar ao espaço no início dos anos 90, quando os russos enviaram um jornalista japonês e um químico britânico para a estação espacial Mir em troca de dinheiro. Ele queria ser o próximo visitante da Mir, mas o colapso da União Soviética enterrou temporariamente seu plano.
Então, a empresa MirCorp foi fundada em abril de 2000 na esperança de manter a Mir em funcionamento. Tito depositou milhões em caução que o programa espacial russo poderia retirar uma vez que ele fosse lançado ao espaço.
Quando os russos decidiram fazer descer a Mir no começo deste ano, eles ofereceram a Tito um lugar na missão Soyuz à ISS, uma oportunidade que ele agarrou sem vacilar.
Tito irá permanecer seis dias na estação espacial mas estará praticamente limitado ao módulo Zvezda, fabricado pela Rússia.

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