São Paulo - O papa Bento 16 veio ao Brasil em maio de 2007 em uma visita considerada estratégica pelo Vaticano: aqui seria realizada a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, na cidade de Aparecida (SP), e Frei Galvão se tornaria o primeiro santo brasileiro.
Em sua primeira viagem cruzando o Atlântico na condição de chefe da Igreja Católica, a ideia era fortalecer a evangelização na América Latina, especialmente no Brasil, um dos países com maior contingente de católicos do mundo.
A cidade de São Paulo foi palco de dois grandes eventos: o encontro da juventude, realizado no Estádio do Pacaembu para 35 mil jovens, e a canonização de Frei Galvão, em cerimônia realizada no Campo de Marte na presença de mais de 1 milhão de fiéis.
Segundo o padre Michelino Roberto, pároco da Igreja Nossa Senhora do Brasil, a visita do papa foi importante para que o Brasil pudesse conhecer melhor quem realmente era Bento 16.
"Havia muita comparação dele com João Paulo 2º. Na época, diziam que ele não tinha o mesmo carisma, que ele era mais fechado. E, apesar de eles serem muito diferentes, a população brasileira pôde perceber que Bento 16 tinha um grande carisma, era um homem humilde e simples", avaliou o padre, que exercia a função de vice-coordenador de imprensa na época da visita do papa ao País.
Vigília
Uma multidão de fiéis fazia vigília dia e noite em frente ao Mosteiro de São Bento, onde o papa ficou hospedado, apesar da baixa temperatura - naqueles dias fazia, em média, 12 graus.
Padre Roberto diz que Bento 16 quebrou o protocolo ao aparecer diversas vezes na sacada do mosteiro para acenar e orar com a população. "Estava programado que ele apareceria na sacada duas, três vezes no máximo. E ele apareceu várias vezes para atender ao chamado do público. Foram momentos muito marcantes", destacou.

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