Vestibular chinês tem 9 milhões de candidatos
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terça-feira, 07 de junho de 2016
Johanna Nublat<br>Folhapress 
São Paulo - Mais de 9 milhões de jovens chineses começaram ontem as provas de admissão a universidades do país - o "gaokao"-, momento de extrema tensão para pais e estudantes devido à acirrada disputa pelas vagas. A novidade, este ano, é que fraudar o "Enem chinês" passará a ser considerado uma ofensa criminal, punida com até sete anos de prisão.
A lei criminal do país foi alterada e, desde 1º de novembro, passou a abarcar a trapaça nos exames, como organização e facilitação de fraude e contratação de outra pessoa para fazer a prova em seu lugar, segundo a agência de notícias estatal Xinhua. O aperto às fraudes no vestibular chinês veio após um jornal do sul do país publicar uma reportagem, em 2015, sobre uma rede que pagava a estudantes universitários para realizar as provas no lugar do vestibulando, de acordo com o jornal China Daily. Caso o aluno fosse admitido nas melhores universidades do país, diz o jornal, o universitário poderia ganhar mais de R$ 530 mil.
A Xinhua informou que cerca de 9,4 milhões de estudantes estão matriculados para os dois ou três dias de prova, a depender do local, 20 mil pessoas a menos que em 2015. Boas notas no "gaokao" podem garantir ao aluno uma vaga nas universidades mais prestigiadas do país, como a Tsinghua e a Universidade de Pequim.
Além do aperto na legislação na esfera nacional, autoridades locais se armaram para evitar fraudes.
A Xinhua listou algumas das medidas adotadas no país, como varredura de sapatos, bloqueio de Wi-Fi nos locais da prova e grupos de policiais procurando atitudes suspeitas.


