Véspera de eleição é tensa no Sri Lanka
France Presse
De Colombo
A população de Sri Lanka viveu ontem um dia tenso, às vésperas da eleição de hoje, ainda traumatizada pela onda de atentados, um dos quais quase custou a vida da presidente Chandrika Kamaratunga, que é candidata à reeleição e já deixou o hospital, onde foi atendida por seus ferimentos. A presidente, com o olho direito coberto por uma venda, abandonou a clínica Nawaloka e se dirigiu para sua residência de Temple Trees, colocada sob rigorosa vigilância.
Havia informações de uma possível segunda tentativa de assassinato contra ela. A presidente e sua mãe Sirima Bandaranaike, que é primeira-ministra, votarão hoje em sua circunscrição de Gampaha, limítrofe com a capital do país. Segundo o ministério da Defesa, a polícia e o exército foram postos em alerta máximo pelo temor de que os separatistas tamis lancem novos ataques.
O porta-voz do Ministério afirmou que o movimento dos Tigres de Libertação Tamis (LTTE, separatista) quer impedir a votação na península de Jaffna, no Norte do país, assinalando que as forças da ordem que a controlam estão prontas para qualquer eventualidade.
A campanha presidencial foi marcada por violência, cujo ponto culminante foi o atentado contra a chefe de Estado, que provocou a morte de 21 pessoas. Simultaneamente, outro atentado ocorreu durante uma manifestação da oposição, causando 12 mortos.





