CaracasMilhares de pessoas foram às ruas ontem na Venezuela para pedir a renúncia do presidente Hugo Chávez, enquanto o governo mobilizaba tanques em torno do palácio de Miraflores e tropas de elite na sede presidencial para impedir a repetição dos incidentes sangrentos de abril passado.
Os convocadores a Coordenadoria Democrática (CD), a Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV) e o sindicato empresarial Fedecamaras participaram de um ato final, no qual deram a Chávez um prazo de dez dias para buscar uma saída institucional para a crise política e econômica vivida pelo país.
NúmerosSegundo estimativas independentes, a manifestação reuniu um milhão de pessoas. Já o presidente da cúpula empresarial Fedecámaras, Carlos Fernández, afirmou que havia cerca de 1,2 milhão de pessoas, enquanto outras fontes da oposição calcularam os manifestantes entre 1,8 e 2 milhões.
As fontes oficiais se abstiveram de fazer suas próprias estimativas.
GreveO presidente da Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV), Carlos Ortega, anunciou que se o presidente Hugo Chávez não renunciar, haverá uma greve de caráter nacional na próxima segunda-feira, 21 de outubro.
Antes, Ortega, da oposição social-democrata, havia pedido a convocação imediata de eleições.
Um mortoUm homem morreu e outros seis ficaram feridos, ontem, em um confronto entre chavistas e antichavistas nas estradas que ligam o interior da Venezuela a Caracas. A vítima fatal foi atingida por um tiro durante uma briga.

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