São Paulo - O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu na noite de sexta-feira que seja aberta uma investigação sobre as causas da rebelião na prisão de Uribana, no oeste do país. Segundo fontes de hospitais locais, pelo menos 54 pessoas morreram.
A rebelião aconteceu na manhã de sexta, e os feridos começaram a chegar ao hospital de Barquisimeto por volta das 11h30 (13h em Brasília), levados pela Guarda Nacional Bolivariana (polícia militar venezuelana). A maioria dos ferimentos foi provocada por disparos de armas de fogo.
Segundo o diretor do hospital de Barquisimeto, Ruy Medina, mais de 90 detentos foram levados e 12 morreram na unidade. Outros 30 continuam internados em estado grave. O governo venezuelano ainda não fez um balanço oficial do número de vítimas.
O chamado Centro Penitenciário da região centro-ocidental, mais conhecido como Uribana, abriga 2.400 presos, mas tem capacidade para apenas 850. A cadeia é considerada uma das mais violentas da Venezuela.

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