Venezuela tem alta abstenção
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terça-feira, 10 de novembro de 1998
DPA e Reuters 
Apesar do voto ser obrigatório na Venezuela, o nível de abstenção nas eleições realizadas domingo do país chegou a 45 por cento, segundo cálculos extra-oficiais, divulgados ontem. O Conselho Nacional Eleitoral ainda não forneceu resultados oficiais definitivos sobre a eleição de domingo, para o parlamento e governos regionais. Onze milhões de venezuelanos estavam habilitados a votar e em Caracas a abstenção chegou a quase setenta por cento, segundo o jornal El Universal de ontem. Foram eleitos 48 senadores, 189 deputados federais, 23 governadores e 391 deputados estaduais. O número de votos nulos foi de 14 por cento, com 70 por cento da apuração já concluída. Analistas atribuíram o elevado número de votos nulos à falta de familiaridade tanto dos eleitores como dos mesários com as recém-estreadas urnas eletrônicas.
Chávez fortalecido A coalizão Pólo Patriótico, que apóia o candidato à presidência da Venezuela Hugo Chávez, saiu fortalecida nas eleições regionais e legislativas de domingo, consolidando a posição dele como favorito para as eleições presidenciais no dia 6 de dezembro e reduzindo a força dos partidos tradicionais Ação Democrática (AD) e Copei - que governam o país há 40 anos. O Movimento Quinta República (MVR), principal partico de sustentação da candidatura Chávez - tenente-coronel reformado e líder de uma fracassada tentativa de golpe de Estado, em 1992 - emergiu das eleições como uma nova força política.
Com 70% dos votos apurados, o Pólo Patriótico, de centro-esquerda, detinha 34% das cadeiras para o Congresso, a AD, social-democrata, 22% e a Copei, conservadora, 11%. O independente Projeto Venezuela, do presidenciável Henrique Salas Rmer, obteve 12% dos votos.
Apesar de ser novato na política venezuelana, o Pólo Patriótico conquistou o governo de pelo menos sete Estados, quase empatando com a AD, com oito, segundo o primeiro balanço oficial divulgado pelo Conselho Nacional Eleitoral.


