Venezuela pode contabilizar 25 mil mortos
France Presse
Caracas
Entre 15 mil e 25 mil pessoas teriam morrido na Venezuela em consequência dos intensos temporais que provocaram uma inundação de lodo e água nos arredores de Caracas, principalmente em Vargas, ao norte da capital. A estimativa foi anunciada ontem pelo diretor da Defesa Civil, Angel Rangel.
Levando em conta a densidade populacional das áreas afetadas, eu acho que podemos estar falando de 15 mil a 25 mil pessoas mortas sob os escombros, declarou Rangel à emissora Unión Radio. Há áreas de até sete metros sob a terra. Nunca vamos saber exatamente quantas pessoas morreram, acentuou Rangel.
O chanceler venezuelano, José Vicente Rangel, anunciou ontem que começa a época da reconstrução, após o resgate de dezenas de milhares de sobreviventes no litoral do norte da capital venezuelana. Até agora a prioridade era salvar, atender as milhares de vítimas. Agora, começa a etapa mais difícil, mais dura, que é a da reconstrução, explicou o ministro.
Rangel acrescentou que o Governo começou a planejar o reassentamento definitivo dos afetados de uma forma transitória nos locais onde estão se situando e ao mesmo tempo implementar uma política habitacional, de trabalho e assistência médica.
Estamos pensando em alguns locais do interior, onde poderá ser promovida a criação de centros urbanos, de acordo com a política do Governo, que espera repovoar grandes áreas do país, adiantou o chanceler, citando como exemplo a Ciudad Sucre, uma cidade criada em uma zona despovoada da fronteira e povoada no último governo do presidente Rafael Caldera. Outra das prioridades é garantir a segurança nas zonas devastadas, vítimas dos saques.





