Venezuela pede ajuda para investigar paramilitares
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segunda-feira, 10 de maio de 2004
Tibisay Soto 
Caracas - Um coronel da Guarda Nacional foi detido na Venezuela como parte do caso dos 88 paramilitares presos domingo, informou o vice-presidente, Vicente Rangel, que pediu ontem a Washington e à Organização dos Estados Americanos (OEA) que se pronunciem sobre o suposto complô para derrubar o presidente, Hugo Chávez.
Rangel anunciou que ''nas próximas horas, os organismos de Inteligência divulgarão o resultado das investigações'', com nomes de pessoas ligadas a setores empresariais, políticos e militares envolvidos. A oposição, porém, nega ter qualquer ligação com os acusados.
O vice-presidente destacou que 90 pessoas foram presas, entre elas 88 supostos paramilitares e um coronel, desde a operação de domingo na fazenda do município de Baruta, de propriedade de Robert Alonso, membro do Bloco Democrático de opositores radicais ao presidente Chávez.
O coronel da Guarda Nacional Orlando Castro foi detido em Maracay ao ser ''identificado pelos presos como uma das pessoas que levavam comida ao local onde estavam'', disse Rangel.
Segundo o vice-presidente, dois paramilitares, de um grupo de 130 que estavam no local, foram assassinados - de acordo com o relato dos próprios companheiros. O corpo de um deles foi encontrado enterrado e o outro está sendo procurado.
''Foram punidos porque tentaram fugir do acampamento. O corpo de um deles foi encontrado'', frisou o vice.


