Venezuela não sofrerá golpe
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2002
France Presse 
Caracas O general Raul Baduel, comandante da IV Divisão blindada e homem-chave das forças armadas venezuelanas, afirmou ontem ao jornal ''El Nacional'' que, desde o início da greve no último dia 2, recebe constantemente pedidos para liderar um golpe contra o presidente Hugo Chávez. Mas ele garantiu que, depois de abril, os militares estão mais apegados às leis e à Constituição.
O militar, homem-chave da chamada ''operação Dignidade'', que levou Hugo Chávez de volta ao poder depois de um golpe de Estado, criticou a solicitação da oposição às Forças Armadas e à greve na estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA). Ele defende a atuação do Estado para recuperar o controle de navios e o transporte de hidrocarbonetos e combustíveis.
''Temos a função de manter a ordem interna e planos de contingência para garantir a prestação do serviço público. Nenhum grupo pode impedir a circulação pelo território nacional. Alguns setores acreditam que reunir um grande número de pessoas em uma manifestação já é um meio para retirar o Presidente do poder'', acrescentou.
Baduel afirmou que ''se aceitarmos um golpe agora, vamos estar permanentemente em situações semelhantes''.
Bloqueio Grupos de opositores interromperam ontem a passagem em vários pontos da principal rodovia de Caracas, a Francisco Fajardo, espalhando veículos, pneus em chamas e pedras ao longo do percurso.
Foram bloqueados principalmente os setores Distribuidor Altamira e Prados del Este, no leste de Caracas.
A polícia dispersou, com gás lacrimogêneo e balas de borracha várias pessoas que bloqueavam importantes avenidas em Caracas, numa convocação da oposição no 17º dia de greve geral.


