Caracas- A Venezuela, grande produtora de petróleo, começou o ano com um racionamento de eletricidade que afeta comércio e indústria, em mais uma tentativa do governo de Hugo Chávez de evitar o colapso no fornecimento de energia. Desde o dia 1º, fábricas e centros comerciais estão submetidos a limites de consumo elétrico, que restringem, inclusive, o horário de funcionamento dos shoppings, sob a ameaça de corte de fornecimento e aumento de tarifas. O novo decreto, publicado na véspera do Natal no Diário Oficial, determina que a energia elétrica ''fornecida aos centros comerciais será limitada ao horário entre as 11 da manhã e às 9 da noite''. Além deste horário, os shoppings deverão fechar ou gerar sua própria energia.
Neste final de semana, os shoppings de Caracas cumpriam o novo horário, mas segundo empresários do setor, a queda nas vendas é de 10%. A limitação do horário terá impacto direto nos cinemas dos shoppings, que já suspenderam a última sessão.
Cassinos e bingos estão submetidos a outro horário de restrição do fornecimento elétrico, de seis da tarde à meia-noite.
Os estabelecimentos que violarem a medida sofrerão corte no fornecimento, inicialmente por 24 horas, podendo chegar a 72 horas ''em caso de reincidência''.
Segundo os analistas, o setor elétrico exigirá investimentos de 18 bilhões de dólares até 2014. Em um país cujo principal produto é o petróleo, fonte na produção de energia, o atual racionamento na Venezuela é um verdadeiro paradoxo.

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