Venezuela aceita plano de Lula
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terça-feira, 14 de janeiro de 2003
France Presse 
Bogotá O governo de Hugo Chávez vê ''com bons olhos'' a criação de um grupo de países amigos para ajudar na busca de uma saída para a crise da Venezuela, afetada por uma greve geral que completou 43 dias ontem, afirmou o chanceler venezuelano Roy Chaderton em Bogotá. ''Vemos a iniciativa com bons olhos, porque um grupo de países amigos da Venezuela, especialmente amigos da democracia, nos ajudará a superar essa crise. Damos as boas-vindas a este esforço'', afirmou Chaderton.
O chanceler, que fez uma escala em Bogotá a caminho do Equador, onde assistirá à cerimônia de posse do presidente Lucio Gutiérrez, destacou que a proposta será discutida em Quito pelos governantes presentes, por iniciativa do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
''O Brasil adotou uma posição relevante nesta iniciativa, decidiu ativar alguns canais para ajudar a Venezuela. Estão sendo definidos os países que participarão. Recebemos uma voz de alento de todos os países'', acrescentou o chanceler, que também disse que os Estados Unidos poderão participar do grupo.
Chaderton informou ainda que o encontro de Quito terá a presença do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), César Gaviria.
Posição de Chávez O presidente venezuelano, Hugo Chávez, reiterou que vai abandonar o poder somente se perder o plebiscito marcado para agosto deste ano, a menos que antes o povo vote uma emenda constitucional determinando eleições antecipadas.
''O plebiscito será em agosto, no dia 19, antes não. Os que quiserem me tirar do poder antes disso não vão conseguir, nem por golpe nem por greve petroleira'', declarou Chávez no encerramento de seu programa de rádio e tv ''Alô, Presidente''. ''As pessoas que querem me derrubar têm de ler a constituição. Se querem me tirar, solicitem um plebiscito e, se ganharem, eu saio'', acrescentou.
Feridos Duas pessoas ficaram feridas quando simpatizantes do governo venezuelano de Hugo Chávez jogaram pedras nos dirigentes de um partido opositor democrata-cristão, que faziam uma manifestação em pleno centro de Caracas.


