O Vaticano criticou novamente ontem o primeiro casamento civil de homossexuais italianos e denunciou em um editorial ‘‘a amoral estratégia ideológica’’ que destruirá a família. O jornal voltou a criticar duramente as prefeituras de Pisa, Turim e Roma, que reconheceram formalmente o direito à vida em comum de casais do mesmo sexo e definiu como ‘‘um silêncio preocupante’’ a atitude das autoridades civis que põem ‘‘a opinião pública ante um fato consumado’’.
O editorial do jornal do Vaticano, assinado pelo diretor Mario Agnes, pediu aos católicos que se mobilizassem e sustentou que ‘‘chegou o momento de gritar em todos os cantos que a família não pode ser ofendida, desnaturalizada, distanciada de seus laços constitucionais’’.
O órgão oficial do Vaticano já havia atacado no sábado o primeiro casamento homossexual celebrado em Pisa, região central da Itália, entre duas mulheres de 50 anos.
‘‘É um desafio provocador às instituições’’, continuou o jornal, contrário ao que definiu como ‘‘uma firme vontade de acelerar o processo de reconhecimento legal das uniões homossexuais’’.
A prefeitura esquerdista de Pisa aceitou no último dia 7 inscrever o registro de uniões civis a um casal de mulheres, de 54 e 51 anos, que vivem juntas há 11 anos, reconhecendo todos os direitos legais de um casal civilmente casado.

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