Vaticano pede silêncio a cardeais
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de março de 2013
Folhapress 
São Paulo - As autoridades do Vaticano disseram ontem aos cardeais reunidos para a eleição do próximo papa para não falarem mais com a mídia, após mais indícios de que o conclave que elegerá o sucessor de Bento 16 não começará na próxima semana, como era esperado. Cardeais dos EUA que tinham agendada uma terceira coletiva de imprensa em três dias cancelaram o evento menos de uma hora antes do previsto no Colégio Norte-Americano, em Roma, onde estão hospedados. Uma porta-voz do grupo disse que a "preocupação" foi expressa na reunião de ontem, a portas fechadas, "sobre vazamentos de procedimentos sigilosos reportados em jornais italianos".
Questionado sobre o cancelamento da entrevista dos americanos, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que as reuniões pré-conclave, conhecidas como congregações gerais, tinham de ocorrer em um "clima de confidencialidade".
Sem a entrevista, a única fonte oficial de informação virá de um briefing diário do porta-voz do Vaticano. Mais de 150 cardeais participaram do terceiro dia das reuniões preliminares para esboçar um perfil para o novo papa, após a surpreendente renúncia de Bento 16, no mês passado.
Sob a lei da Igreja Católica Romana, os cardeais têm até 20 de março para iniciar um conclave para escolher seu novo líder.
Todos menos dois dos 115 cardeais aptos a votar - ou seja, com menos de 80 anos - chegaram para as reuniões, informou o Vaticano. Os ausentes são Kazimierz Nycz, de Varsóvia, e o vietnamita Jean-Baptiste Pham Minh Mân.
Enquanto muitos observadores esperavam que o conclave começasse no próximo domingo ou segunda-feira, vêm aumentando os sinais de que os cardeais querem mais tempo para refletir sobre quem poderia ser melhor para liderar uma Igreja assolada por crises.


