Vaticano dá sinais de aceitar evolucionismo
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Agência Estado 
Genebra - O Vaticano admite que as teorias desenvolvidas por Charles Darwin e os dogmas da Igreja Católica não são contraditórios e dá claros sinais de que está disposto a aceitar o evolucionismo como uma das teorias que explica pelo menos parte do desenvolvimento humano. A Santa Sé prepara para março uma conferência inédita dentro do Vaticano para debater o Darwinismo e chega a indicar que, séculos antes, alguns de seus principais nomes já falavam em teorias similares às de Darwin.
O chefe do Conselho de Cultura do Vaticano (espécie de ministro), arcebispo Gianfranco Ravasi, admitiu que a Igreja chegou a ser hostil a Darwin. Mas alerta que ele jamais foi condenado formalmente pela Santa Sé. O que queremos dizer como evolução é o mundo criado por Deus, afirmou Ravasi, em sua apresentação sobre a conferência. Para ele, a visão cristã da criação e a teoria da evolução podem ser complementares.
Ao anunciar o evento que ocorre em Roma em março e que está sendo considerado como um marco no debate entre religião e ciência, o arcebispo fez questão de indicar que papas - entre eles Pio XII e João Paulo II - chegaram a aceitar a teoria da evolução no passado.
A constatação de Darwin de que o homem poderia vir de uma evolução do macaco não condiz com a história contada no livro de Gênesis.


